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Os jesuítas da Província de Goa tinham missões no reino indochino de Tokín, Cochinchina. Camboja, e na Península de Malaca. Também chegaram missionários de Madagáscar.
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Kenneth Maxwell, Marquês de Pombal: paradoxo do iluminismo, Paz e terra, Rio de Janeiro, 1996, p. 119. Agradecernos ao professor Juan Rico Jiménez a tradução para o castelhano que elaborou desta obra e que gentilmente nos proporcionou.
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Eckart, Memórias, p. 8.
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Entre os expulsos espanhóis assinalaremos os mais significativos. Na Província da Andaluzia encontramos Alonso Pérez de Valdívia, catedrático de Teologia do Colégio de Jaén no momento da expulsão, que registou o seu exílio nos seus Comentarios para la historia del destierro, navegación y establecimento en Italia de los jesuitas andaluces; Rafael de Córdoba, reitor do Colégio de Cádiz, escreveu a Relación inédita del destierro de los padres jesuitas de Andalucía en 1767; P. Tienda, que era professor de Filosofia do Colégio de São Hermenegildo de Sevilha escreveu em 1767 o seu Diario de la navegación de los jesuítas de la Provincia de Andalucía desde el Puerto de Santa María y Málaga hasta Civitavecchia, estudado pelos professores Giménez López, Martínez Gomis e Ferrer Benimeli; e o P. Cano, sacerdote do mesmo Colégio sevilhano intitulou a sua obra: Viaje de los últimos jesuitas andaluces y descripción de Ajaccio. Na Província de Castela mencionaremos o extenso Diario de la expulsión de los jesuítas de España escrito por Manuel Luengo; o Diario del extrañamiento do P. Cortazar e a Relación de lo que pasó con los novicios de la Compañía de Jesús de la Provincia de Castilla en su expulsión de Isidro Arévalo. Com respeito à Província aragonesa o alicantino Vicente Olcina escreveu, entre outras relações do êxodo que sofreram, a Festiva relación de los trágicos sucesos acaecidos a los Jesuitas de la Provincia de Aragón desde el día de su Arresto hasta el día de su establecimiento en la ciudad de Ferrara e o P. Blas Larraz, deixou-nos as suas memórias do exílio numa obra que intitulou De rebus Sociorum Provinciae Aragoniae Societatis Jesu ab indicto ipsis ex Hispani exilio usque ad Societatis abolitionem. Estes são alguns e escassos exemplos da imensa produção de escritos deste tipo que elaboraram os jesuítas durante o seu desterro. Não incluímos as narrações dos regulares das províncias ultramarinas pela extensão que teria esta nota nem tão-pouco alguns dos manuscritos lusos, por nos termos referido a eles no princípio deste estudo. Para mais informação sobre este tema, veja-se I. Fernández Arrillaga, «Manuscritos sobre la expulsión y el exilio de los jesuitas (1767-1815)», Hispania Sacra 52 (2000), pp. 211-227.